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sábado, 28 de abril de 2012

Prepare um quarto agradável para dormir bem




O que antes era uma suposição da medicina virou uma certeza nas últimas décadas: quem consegue dormir com profundidade tem grandes chances de viver mais e melhor. Além de descansar a mente e o corpo, dormir bem afasta o estresse, regula a pressão arterial, controla o peso e mantém longe o perigo de doenças cardiovasculares. Por outro lado, distúrbios como a insônia, a apneia e o ronco dificultam a concentração e o repouso e ainda são considerados um perigo ao coração. Por isso, é coerente que se diga que eles afetam a longevidade e, portanto, devem ser tratados de forma séria. Para resolver os dramas da noite em branco, comece olhando para o quarto onde você dorme.

Muitas pessoas não observam o próprio quarto ou não dão importância a ele na hora de analisar as razões do sono deficiente que possuem, mas especialistas garantem que um ambiente perfeito pode curar muitos casos de insônia sem a necessidade de um tratamento específico ou maiores mudanças nos hábitos e na alimentação, por exemplo. O local do pernoite altera diversas percepções do organismo e influencia diretamente na qualidade da noite dormida.

A primeira ênfase deve ser dada à luminosidade e ao silêncio. O quarto ideal deve ser sempre 100% escuro e silencioso. Aparelhos com luzes contínuas, mesmo que miúdas, e que emitem algum sinal sonoro devem ficar fora do ambiente e em uma distância em que suas ondas não atinjam o sono do indivíduo.

O especialista em sono e responsável pelo serviço de Medicina do Sono do Hospital Sírio Libanês, Maurício Bagnato, explica que, em muitos casos, a qualidade do ambiente é até mais importante do que a própria quantidade de horas dormidas, que podem variar de acordo com a individualidade.

"Vamos colocar oito horas como uma média do quanto as pessoas precisam dormir, mas, sobre o problema do sono, é preciso levar em conta a ambientação onde você dorme. O sono precisa ter um ambiente bom, bem escuro, silencioso e um colchão adequado ao seu peso", afirma.


O local do pernoite altera diversas percepções do organismo e influencia diretamente na qualidade da noite dormida
Preparando a cama

Na própria cama, a melhor indicação é a de produtos naturais, como o algodão. O toque macio dá mais sensação de bem-estar. Eliminar os sintéticos ajuda no sono e tem influência até no bom humor ao despertar. Outra coisa é a limpeza das peças. Troque a roupa de cama a cada semana para deixar o ambiente cheiroso e aconchegante.

Além disso, o travesseiro que assume o papel do seu apoio para cabeça é fundamental para se ter uma boa noite de sono. Na hora de escolher, você precisa considerar o material de que ele é feito e, claro, a posição em que é colocado. A melhor posição para dormir é de lado. Assim, a coluna fica longe das dores e os músculos também.

Nesse caso, a altura do travesseiro tem que ser igual a distância entre o pescoço e a parte externa do braço. Já para quem dorme com a barriga para cima, o melhor é levar para a cama um apoio mais baixo, preenchendo o espaço entre o pescoço e a nuca, sem comprimir a coluna. Outra dica do é colocar um travesseiro entre as pernas na hora de dormir. Esse simples procedimento ajuda a estabilizar a coluna e diminui as chances de desconfortos dorsais durante o sono.

O travesseiro deve ser trocado, no mínimo, a cada dois anos. Na hora de escolher o melhor modelo, é importante observar algumas regras. Apoios de pena, por exemplo, podem exalar um odor forte capaz de incomodar olfatos mais sensíveis, embora muita gente se adapte a ele. Ideal, sempre, é dar preferência a enchimentos que se deformam com menos facilidade (como espumas mais resistentes).

O tamanho também conta. É melhor que seja largo para não sair do lugar com qualquer movimento do seu corpo durante a noite. E, mesmo que possa parecer um mico, o ideal é experimentar o modelo escolhido ainda na loja.

O colchão ideal para um sono tranquilo não pode ser muito macio nem muito firme, ou seja, deve simplesmente se amoldar ao corpo confortavelmente. Prefira os de látex, que tem como benefício principal o fato de se adaptarem com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão. 


Temperatura e ar puro

A qualidade do ar dentro do ambiente é outro fator crucial para a melhora da noite dormida. Um ar seco, cheio de poluentes, afeta a respiração e prejudica o sono. A não circulação do ar no quarto pode deixar a pessoa com o nariz congestionado e a garganta irritada. Por conta disso, há a possibilidade de o indivíduo acordar no meio do pernoite e não conseguir mais dormir.

A temperatura também deve ser controlada, pois um ambiente abafado não favorece o descanso. Contudo, o uso de aparelhos de ar-condicionado deve ser feito com moderação e cuidado.

"O ar-condicionado não tem nenhum problema se a pessoa estiver acostumada. Mas ele resseca muito o ambiente. Se realmente for um dia mais seco, em que não houve chuva, aquele lugar vai ter pouca umidade. A dica é colocar alguma vasilha com água ou umidificador e nunca esquecer de que os aparelhos de ar condicionado precisam de manutenção, senão a quantidade de alérgenos e poluentes aumenta", observa o otorrinolaringologista e diretor da Associação Brasileira do Sono, Michel Cahali.


Os objetos e móveis

Por fim, é aconselhável evitar a utilização de muitos produtos sintéticos na própria mobília e confecção do quarto. A madeira é natural e faz melhor ao organismo, pois acumula baixa quantidade de poeira. A cerâmica no piso também é uma recomendação.

A televisão, outra vilã do descanso noturno, deve estar a uma distância significativa da cama. Se o quarto for pequeno, não se recomenda a utilização de aparelho televisivo, para evitar uma carga eletromagnética que é nociva à saúde.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Noites mal dormidas prejudicam o emagrecimento


Poucas horas de sono afetam a atividade de dois hormônios que controlam o apetite


Dormir bem é tão importante para o bem-estar quanto comer de forma equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e administrar o estresse.


Nossas avós já diziam que é importante dormir bem para poder crescer e ter boa disposição. E elas sempre tiveram razão.


A ciência já demonstrou há um bom tempo que a liberação do hormônio de crescimento (GH) é maior durante o período do sono, contribuindo para não só para o crescimento como também para o bom desenvolvimento dos ossos e músculos.


Será que dormir poucas horas ou ter uma má qualidade do sono pode dificultar sua perda de peso e até fazer com que você engorde? Pesquisas realizadas nos últimos anos indicam que sim, e identificaram dois hormônios que estão envolvidos diretamente nesse processo: Leptina e Grelina.


A privação crônica do sono parece realmente dificultar a perda de peso ou também a manter o peso ideal


A Leptina, que é produzida principalmente pelo tecido gorduroso, regula o seu apetite enviando sinal ao cérebro, indicando que você já comeu o suficiente e seu estômago está cheio. Quando você dorme pouco, seus níveis de Leptina podem diminuir, favorecendo o aumento da necessidade de comer.


Já a Grelina, conhecida como hormônio do jejum, é produzida por células especificas do estômago e estimula o seu apetite. A falta de sono costuma elevar a produção de Grelina, consequentemente aumentando a fome.


Esse hormônio é tão importante que atualmente existe uma técnica de cirurgia bariátrica na qual é retirada parte do estomago, onde estão essas células que produzem grelina.


É claro que existem muitos outros fatores que podem contribuir com o aumento do peso, incluindo má alimentação, falta de exercícios físicos e certas condições médicas.


Procure fazer a ultima refeição do dia pelo menos duas horas antes de dormir para que o processo digestivo não atrapalhe seu sono; a pratica de exercícios físicos regulares leva à liberação de mensageiros químicos conhecidos como endorfinas, que trazem sensação de bem-estar e melhoram o padrão de sono.


A privação crônica do sono parece realmente ter papel importante no sentido de dificultar a perda de peso e também manter o peso ideal.


Levando em conta que a obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de varias doenças, incluindo a apnéia obstrutiva do sono, é importante que você considere se está dormindo e entenda que o sono é fator determinante para ter boa saúde.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Uma boa noite de sono ajuda a emagrecer




Pesquisas científicas comprovaram: dormir bem ajuda a emagrecer, além do que voce necessita de uma boa noite de sono para a batalha de mais um dia na vida.
Saiba então quais os problemas que a insônia causa e aprenda a regular o seu sono e peso


Está comprovado


Ter uma bela, relaxante e revigorante noite de sono pode deixar você mais magra. Essa foi a conclusão de vários estudos, sendo que o maior deles, realizado pela Case Western Reserve University, em Cleveland, nos Estados Unidos, levou 16 anos para ser concluído e contou com a participação de 68 mil mulheres. Elas foram monitoradas pela primeira vez em 1986 e, a cada dois anos, respondiam a questionários sobre hábitos de sono e alterações no peso.


É possível sim


Durante o estudo, as insones ganharam, em média, 2,4 quilos mais do que as que descansavam regularmente - o que resultou em um volume extra de 7,2 quilos em dez anos. Trocando em miúdos, se você está louca para entrar em forma, trate de acertar os ponteiros com a sua cama já (ou vai encarar o pesadelo dos 7 quilos?).


OLHA O PERIGO


É justamente na faixa dos 20 e 30 anos que a relação entre má qualidade de sono e ganho de peso é mais expressiva, segundo o neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono, em Campinas (SP). Ele explica que o estilo de vida da mulher moderna, que exerce mil e uma tarefas ao mesmo tempo, cobra um preço alto na saúde. E são as trabalhadoras solteiras que dormem menos.


"Fico tão ligada nas minhas obrigações diárias que quase sempre tenho dificuldade para dormir", conta a paulistana Patrícia Gonçalves, 25 anos. A estudante de direito também revela: "Muitas vezes, levanto com uma fome de dragão e ataco tudo que encontro na geladeira ou na despensa. De salgadinho a pipoca, bolacha recheada, chocolate, brigadeiro, guloseimas bem calóricas". Não por acaso, Patrícia chegou a pesar quase 70 quilos, o que é muito para seu 1,50 metro de altura.
E não adianta abastecer a geladeira apenas com palitos de cenoura e de pepino (e outros petisquinhos light) achando que assim estará a salvo das calorias extras nos assaltos noturnos.


Outro estudo, dessa vez apresentado pela American Thoracic Society International, também nos Estados Unidos, mostrou que mulheres com noites maldormidas, mesmo comendo pouco, ganham mais peso do que as que deitam em cama esplêndida. Entenda aqui por quê...


EXCESSO DE CORTISOL - HORMÔNIO DO ESTRESSE

A privação do sono eleva os índices do hormônio do stress, que, além de aumentar a fome, faz o organismo acumular gordura (fonte de energia) principalmente na região abdominal. Mas o estrago não para por aqui. De acordo com o neurologista Rubens Reimão, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o cortisol também acelera os batimentos cardíacos, aumenta a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue, o que leva a predisposição para doenças como diabete.



AUMENTO DA VONTADE DE COMER

Durante o sono, há liberação de leptina, um hormônio natural que tem a função de inibir o apetite. "Ele age para que não sintamos fome por muitas horas, diminuindo o risco de haver interrupções no descanso", explica o dr. Yonekura. Mas a produção dele cai se você vai tarde para a cama ou dorme pouco. Isso detona o gatilho da fome na mesma noite e, olha que cilada, também durante o dia, segundo o médico.



Resultado

Você vai comer mais e mais e mais. Além disso, na falta de leptina, há maior produção de grelina, um hormônio produzido pelas células de gordura que aumenta a vontade de comer de tudo, de brigadeiro a batata chips.


REDUÇÃO DO GH - HORMÔNIO DO CRESCIMENTO

O hormônio do crescimento (GH) é responsável pelo aumento do tônus muscular, melhora o desempenho físico e inibe o acúmulo de células de gordura no organismo. Além de também ajudar a manter a firmeza da pele.



"O pico de produção acontece na fase de sono profundo", explica a nutricionista Fernanda Scheer, de São Paulo. Por isso, quem tem dificuldade para dormir ou levanta várias vezes da cama pode ter deficiência de GH, o que resulta em desequilíbrio na proporção de gordura (para mais) e massa muscular (para menos).


PROGRAME-SE PARA EMAGRECER


Se sua rotina de sono não é das melhores, o que está esperando para mudar e enxugar alguns quilos? Você ainda ganhará energia e disposição para investir em uma atividade física, o que ajudará a transformar seu corpo para sempre. Veja como ter um descanso perfeito - e magro.


1-) Conte as horas


Calcule seu tempo ideal de sono verificando qual é o número de horas necessário para, ao acordar, se sentir bem e descansada. A média mundial para a faixa dos 20 aos 30 anos é de oito horas.


2-) Tire o atraso

Com base no seu tempo de sono ideal, crie um banco de horas. Se dormir menos no meio da semana, compense no fim de semana. "Encare como uma dívida que deve ser paga para viver melhor", recomenda o dr. Yonekura.



3-) Use seu crédito de sono

Outra atitude esperta é pagar a dívida com antecedência. Se você sabe que terá de acordar uma hora antes do normal por causa de um compromisso, vá para a cama uma hora antes.



4-) Redima o carboidrato

Ele é rico em triptofano, nutriente que acalma e ajuda a ter um bom sono. A nutricionista Fernanda Scheer sugere investir em arroz ou macarrão integral e leguminosas no jantar, sem exagerar nas porções.



5-) Beba leite quente

A receita da mamãe funciona mesmo: o leito também é rico em triptofano. Um copo antes de deitar e... bons sonhos.



Sim, agora que voce está ciente do que precisa para entrar em forma e automaticamente manter a boa saúde. ]Aproveite bem as noites para recuperar do cansaço, acordar renovada e trabalhar mais concentrada e mais animada, afinal voce em forma e mais disposta.



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Excessos de final de ano colocam as comemorações e a saúde em risco


Exagerar na bebida alcoólica, na ceia e dormir pouco prejudica o organismo

Fartura de comidas e bebidas, horas e horas de divertimento, troca de presentes. As festas de fim de ano são regadas de prazeres. O problema é que as comemorações chegam acompanhadas de muitos exageros. E, são eles, os vilões da saúde e do bem-estar. Passar dos limites com a quantidade de comida e de bebida, passar muitas horas sem dormir e até mesmo se descontrolar com as finanças tem seu preço. A seguir, confira quais são estes prejuízos e as dicas para afastá-los das festas.

Exagerar na comida

Com a ceia posta à mesa e as diversas opções de pratos saborosos é difícil não encher o prato bem além do que a sua fome manda. O problema é que esta atitude, além de prejudicar a dieta, pode te deixar indisposta para aproveitar a festa. "Comer em excesso em qualquer período do ano coloca o regime em risco. No Natal, as preparações típicas são ricas em gorduras e açúcares e, por isso, levam ao maior consumo de calorias", explica a nutricionista do Minha Vida, Roberta Stella. "Entretanto, é importante curtir o momento e, no dia seguinte, retomar uma alimentação balanceada e com menor quantidade calórica para que volte a eliminar peso", diz.

Mas, aproveitar o momento não significa comer muito de tudo, como explica a nutricionista. Que tal fazer um prato equilibrado com todos os grupos alimentares. "Comer demais pode sobrecarregar o sistema digestivo causando má digestão, além de provocar desconfortos como refluxo e dores abdominais. O ideal é sempre comer em pequenas quantidades, sem se privar dos alimentos favoritos", explica Roberta.

Encher o copo

Espumante, vinho, cerveja, caipirinha. As festas de final de ano costumam ser recheadas de bebidas alcoólicas e extrapolar pode significar uma noite inteira passando mal e com uma ressaca daquelas. "Consumir álcool em excesso pode trazer prejuízos para o fígado e, dependendo da pessoa e do organismo, pode resultar até mesmo em um coma alcoólico", diz o clinico geral do Hospital HCor, Abraão Cury.

A dica do especialista para não acabar a noite em um hospital é se hidratar antes de consumir bebidas alcoólicas, e claro, não abusar. "Antes de começar a tomar as bebidas com álcool, a melhor dica é beber muita água. Já, durante a festa, intercale um copo de vinho, por exemplo, com uma de água ou até mesmo de suco. Assim, os efeitos da bebida não aparecem com tanta intensidade e a ressaca do dia seguinte também não", explica.

PRESERVE A SAÚDE E NOITES SE DORMIR

Dormir para que? É hora de comemorar. Não é difícil encontrar pessoas que passam quase toda a época de final de ano dormindo muito pouco. A concentração, o equilíbrio e a imunidade ficam prejudicados. "As pessoas que não dormem o número de horas adequado deixam o sistema imunológico mais fraco e, consequentemente ficam mais suscetíveis à doenças, como a gripe", diz o clínico. "Outro fator preocupante é que estas pessoas acabam dirigindo mesmo nessas condições, correndo o risco de acidentes."

Estresse nas alturas

Comprar presentes, agendar as férias, finalizar os trabalhos, terminar a faculdade, ocupar o tempo livre das crianças, organizar a ceia; a época de final de ano não é composta apenas de comemorações.

As responsabilidades também aparecem com força total, o que acaba deixando muita gente estressada e ansiosa. "O estresse de final de ano também precisa ser saudável. Quando ele passa dos limites, o organismo pode reagir, seja com crises alérgicas e até com problemas no estômago, por exemplo", diz o médico. "Se sentir cansaço, é melhor relaxar, e fazer o possível para aliviar o estresse."

Os presentes, as viagens, a ceia e tudo o mais que envolve dinheiro também podem fazer você perder os sono nos meses de 2013. Estourar o cartão de crédito e entrar no cheque especial também é característica da época de comemorações de fim de ano.

O problema é que já entramos no ano novo com a conta no vermelho e as dívidas aparecem (ou crescem). "É importante lembrar que em janeiro as contas também são altas, como matrícula das crianças, IPVA, IPTU e outras. O ideal é planejar todos os gastos antecipadamente, assim os riscos de ficar no vermelho diminuem", explica o consultor financeiro Alexandre Lignos.