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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Relaxamento e pensamentos

 


Enquanto estamos pensando, as conexões entre o cérebro e o corpo permanecem ativas e todo o complexo orgânico fica em estado de alerta, ou atenção, como que dinamizado pelo pensamento.


Isto é muito fácil de ser observado.

Para tanto, basta relaxar, fechar os olhos e deixar o pensamento parado, silencioso, inativo, ficando apenas atento para observar, sem pensar, como está essa movimentação interior. Ela pode ser percebida como uma sucessão de imagens mentais desconexas, como sensações desarmonizadas, desagradáveis, agressivas, como um turbilhão interior cuja intensidade pode até assustar ou, então, na feição de serena tranqüilidade e bem-estar.




É claro que esse contexto também inclui a qualidade das energias psíquicas, ou “psicoenergia” que estão compondo nosso campo naquele momento, porque tudo dentro de nós interage, assim como o complexo de mecanismos dentro de uma máquina.




No caso da mente, ela realiza em nós os procedimentos necessários para nossa otimização interior quando relaxamos, paramos a máquina do pensamento, permanecendo num estado meditativo, de serenidade e paz.




Também é nesses momentos que a nossa luz interior pode expandir-se e sintonizar com faixas mais elevadas, haurindo energias superiores, assim como, também, receber orientações e inspiração.




Há várias maneiras de relaxar e harmonizar os ritmos internos, mas vamos sugerir uma bem fácil e rápida.




Feche os olhos e pense em algo que irradie uma impressão de tranqüilidade e contentamento, como por exemplo, as serenas águas de um lago à hora do crepúsculo.




Respire fundo algumas vezes, procurando relaxar. Não pense. Fique apenas olhando mentalmente para essa imagem, em estado de pura contemplação, sem deixar o pensamento fluir. Após alguns minutos observe como seu corpo relaxou e seu ritmo interno harmonizou-se.




É muito útil fazer este exercício vez por outra, não só para relaxar, mas também para colocar a mente em condições de otimizar os mecanismos internos, ou para receber inspiração superior.




É por isso que nos exercícios respiratórios a orientação é para não pensar; ficar apenas prestando atenção à própria respiração, ou seja, em estado de contemplação, sem atividade do pensamento.



terça-feira, 9 de junho de 2009

As quatro forças da natureza


Todos os fenômenos que ocorrem na vasta distância entre o céu e a terra sempre despertaram a curiosidade humana.A observação da natureza é o berço da filosofia, da medicina e de toda a ciência.



água:
Podemos perceber a força do elemento água observando o correr de um rio, a calmaria do lago, o vaivém das ondas do mar, a gota do suor escorrendo pela testa do atleta, a garoa fina que faz brilhar o asfalto. A água sempre tem movimento descendente, corre do alto para baixo, vem do céu para a terra. A sua força penetrante é capaz de fazer germinar na terra as sementes e seu elemento simboliza as emoções e tudo que simboliza as emoções e tudo que está nas profundezas do nosso inconsciente.


terra:
O mais palpável dos elementos está bem debaixo de seus pés na composição de seus ossos feitos de minério, na estrutura de sua casa, nos campos fertéis e em tudo que dá a sensação de solidez e estabilidade. A terra suporta pêso do nosso corpo e dela que vem o alimento e representa tudo que é resistente e está associada a todas as nossas noções espaciais, de distância, de fronteira, de limite, percepção do mundo de forma objetiva e estável.

fogo:

O sol que brilha, o sangue quente que corre em nossas veias, a chama de uma vela, o calor da lareira, os tons de vermelho e alaranjado que colorem a natureza tem a força do fogo.Ele se movimenta da terra em direção ao céu por isso é representado por um triângulo com a ponta para cima.É o fogo que aquece, ilumina e concentra nosso impulso primordial, nossa força interior, fogo da paixão, o calor da dança, as atitudes impulsivas, uma explosão de raiva.


ar:

Ela está em tudo porém é invisível e só notamos o ar apenas quando há um movimento - o vento, a nuvem que se desmancha no céu, a pele e os pulmões pelos quais percebemos o ar em suas várias temperaturas e intensidades. É o ar que alimenta o nosso corpo por meio de respiração e é esse elemento que rege nossas atitudes mais espontâneas, nossa expressão. Assobiar, tocar um instrumento de sopro, alimentar o desejo de ir mais lone são maneiras de experimentar a consistência sutil, porém fundamental desse elemento.